O mundo de hoje é globalizado. São bilhões de pessoas, todos os dias, interagindo em um universo paralelo – o digital. O dia a dia é caótico, corrido. Por isso, cada tempo “livre” não pode ser desperdiçado. Atualmente, os principais meios e veículos de comunicação e informação são as redes sociais, sejam as páginas noticiosas de fácil e rápido acesso – o famoso jornalismo amador -, ou os próprios perfis de grandes veículos de notícias, como o G1, a Folha de S.Paulo, a CNN e a BBC, dentre muitos outros.
A importância de uma boa formação para a prática jornalística
Em teoria, as pessoas não precisam de um documento que comprove sua capacidade de exercer a função de jornalista no Brasil, seja um diploma em comunicação ou em jornalismo. Contudo, a integridade e a imagem de um profissional da comunicação que tenha o bacharelado em mãos é, de longe, muito maior em relação a um que não tenha.
Afinal, práticas importantes para um trabalho jornalístico ético, verídico e imparcial, são ensinadas durante os quatro anos de curso. Além de ser um pilar essencial na preparação de um grande profissional.
A apuração do fato, a checagem com as fontes e a busca pela verdade são alguns dos importantes ensinamentos que o jornalista tem contato em sua formação acadêmica. Apesar de muitas práticas serem adquiridas no dia a dia do trabalho, não há uma garantia que o profissional irá seguir todas as etapas para a construção de uma boa reportagem.
O jornalismo não é apenas troca de informações. É compromisso com a sociedade e com a verdade. É muitas vezes falar o que não quer ser escutado. Muitas pessoas o consideram o quarto poder do mundo contemporâneo, dada sua tamanha importância.
Os influenciadores e o mundo do jornalismo
Cada vez mais os influenciadores estão ocupando espaços além da internet, tanto na apresentação de programas de TV, como o “Sabadou com Virginia”, da influenciadora Virginia Fonseca, na emissora SBT, quanto em coberturas de grandes eventos nacionais, como aconteceu no carnaval de 2025, pela Globo. É possível presenciar influenciadores exercendo o papel de repórter até mesmo em eventos de relevância internacional, como aconteceu com a Mariana Menezes no Paris Fashion Week.
Alguns falam que há espaço para todo mundo no meio, enquanto outros dizem que é falta de profissionalismo, ética e respeito com o profissional da comunicação e com o público.
O problema não está direcionado aos produtores de conteúdo em si, mas às grandes emissoras de TV que prezam por engajamento, a um conteúdo mais profissionalizado. Afinal, que pessoa recusaria a oportunidade de entrevistar uma grande atriz, ou de viajar para Paris para cobrir um evento incrível?
E, se eles – os influenciadores – estão ocupando os cargos de jornalistas, por que não fazer o inverso? Com mais profissionais da comunicação se estabelecendo no espaço da internet, disseminando conteúdo profissional e ético, porém de uma forma mais livre e espontânea – que o ambiente permite -, talvez não haveria tanta desinformação e sensacionalismo nos portais amadores de informação nas redes sociais. E a grande “cadeia” do mercado de trabalho da internet ficaria, em parte, mais igualitária. Se eles usam a internet a favor deles, por que nós também não podemos?
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O artigo abaixo foi editado por Rafaela Lima.
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