Her Campus Logo Her Campus Logo
Casper Libero | Culture

Sete músicas que foram inspiradas em livros

Giovanna Ghenaim Student Contributor, Casper Libero University
This article is written by a student writer from the Her Campus at Casper Libero chapter and does not reflect the views of Her Campus.

A música e a literatura são dois tipos de arte muito apreciadas pelo público e, quando misturadas, geralmente,  tornam-se grandiosas. É muito comum que artistas encontrem suas inspirações na literatura, porém, a maioria das pessoas nem imaginam que as composições das suas playlists podem, na verdade, ter sido criadas com base em livros.

Pensando nisso, aqui estão sete exemplos de músicas, tanto contemporâneas quanto da “velha guarda”, que utilizam essa prática.

Amor I Love you – Marisa Monte  

A música tema da novela Laços de Família, da Rede Globo, foi inspirada no livro “O Primo Basílio”, de Eça de Queiroz. A obra sonora é dividida em duas partes: a primeira é uma composição do cantor Carlinhos Brown, mas é cantada por Marisa Monte, já a segunda é um trecho da obra que é citado pelo músico Arnaldo Antunes

O exemplar, publicado em 1878, satiriza a sociedade burguesa de Portugal, com o foco no romance extraconjugal de Luísa e seu primo, Basílio. A personagem feminina é uma romântica apaixonada e é assim que surgiu a inspiração para Amor I Love You.

Love Story – Taylor Swift 

Baseada na tragédia “Romeu e Julieta”, de William Shakespeare, em que os personagens se apaixonam perdidamente sem saberem suas origens, ou melhor, sem saberem que suas famílias têm conflitos de longa data e que esse matrimônio causaria muitos problemas, que só se resolvem com a morte dos jovens.

Por sua vez, a loirinha aproveitou a deixa e usou o drama que estava vivenciado em sua vida para se identificar com Julieta, já que sua família também era contra seu romance.

Diferente do conto, sua história teve um final feliz, com a artista se separando de seu “Romeo” antes que a situação ficasse complicada demais.

Sítio do Picapau Amarelo – Gilberto Gil

Diretamente do túnel do tempo, em 1977, Gilberto Gil lançava a música que marcou gerações e traz aquele gostinho de infância. Descrevendo a beleza dos clássicos infantis de Monteiro Lobato, Sítio do Picapau Amarelo” foi escrito entre os anos de 1920 e 1947. 

A canção afirma a animação de objetos inanimados, como o sabugo de milho e a boneca de pano, que são características marcantes da história de Lobato e mostram como a magia pode tornar tudo possível. 

Além disso, esteve presente na trilha sonora de abertura da quarta adaptação do seriado, exibida pela Rede Globo em 2001, e também em uma versão mais moderna no desenho animado, de 2012. 

Firework – Katy Perry

Ouvir esse canto e não se recordar do filme Madagascar, é ouvir errado. O emblema musical consolidado por Katy Perry, pertence ao álbum Teenage Dream e foi estimulado pelo livro Pé na Estrada (On the Road) de Jack Kerouac.

Seu namorado citou um trecho que se tornou especial para a compositora, fazendo então florescer essa composição. A frase diz que as pessoas mais significativas são as “loucas” que são assim por viver e não dizer nada comum. Elas queimam como velas e brilham como estrelas a ponto de, ao olhar para elas, os outros exclamarem: “Uau!”.

“Acredito que há uma faísca que pode se tornar um fogo de artifício nos indivíduos e, muitas vezes somos só nós que estamos no caminho para alcançar nossos objetivos, cumprir nossos destinos, sendo a melhor versão do que nós possivelmente possamos ser. Por isso escrevi”. Afirmou a cantora para BBC radio 1 em 2010.

King Kunta – Kendrick Lamar 

“O mundo se despedaça”, do autor nigeriano Chinua Achebe, retrata uma comunidade que tem como cultura principal o cultivo do inhame, sendo considerado um símbolo de poder e masculinidade. 

Kendrick canta “The yam is the power that be; You can smell it when I’m walking down the street” na música “KIng Kunta”. Esse trecho demonstra que ele exala o poder e a masculinidade do livro por conta do inhame, como o autor explica no livro.

Admirável Chip Novo – Pitty 

Inspirada em “Admirável mundo novo”, de Aldous Huxley, que antecipa os avanços tecnológicos, manipulação psicológica e uma população robotizada, desumanizada e totalitária que aceita todas as regras sem questionar. Nos versos da cantora Pitty, há a enfatização do controle dos pensamentos e corpos humanos, nos transformando em robôs, tal como na obra.

United States Of Eurasia – Muse

O livro 1984 do autor George Orwell é um clássico que inspirou inúmeros sons como “1984” de David Bowie, “2 + 2 = 5” do grupo Radiohead e “Testify” do Rage Against the Machine. Entretanto, a banda Muse fez um álbum inteiro baseado nessa literatura, o The Resistance.  

Mas, a canção que mais expõe o que é abordado no manuscrito, isso é, uma sociedade comandada por um governo totalitário que proíbe a liberdade de pensamento e persegue o individualismo, é a “United States Of Eurasia”.

A letra fala sobre uma suposta guerra, alienação das pessoas e o questionamento de seguir ou não o que foi imposto. A faixa reconta a história do protagonista, Winston Smith, quando ele segue o partido, sua incerteza sobre a guerra e a lavagem cerebral que sofre para poder se reintegrar na sociedade.

Você sabia que essas músicas foram inspiradas em obras literárias? Se não, esse é um ótimo momento para ouvi-las e apreciá-las sabendo o exato significado de cada uma delas. 

O artigo acima foi editado por Luana Zanardi.

Gostou desse tipo de conteúdo? Confira Her Campus Cásper Líbero para mais!

Giovanna Ghenaim

Casper Libero '28

Journalism student at Cásper Líbero University, passionate about fashion, entertainment, travel and sports.